Voltando para casa, mais um dia se foi... ainda bem que é a minha última semana de aula, estou esperando há séculos por isso... ir para a faculdade. Meu baile de formatura...
Tudo será perfeito!!! Minha mãe também está feliz... pena que não tenho um par para o baile ainda...
Tudo bem, não sou a garota mais popular do colégio nem nada... e muito menos a mais bonita, mas também à quem a populares chamam de perdedoras... ou sei lá o que, mas minha amiga é uma super nerd.
Há semanas estamos planejando como será nosso baile, eu vou estar com um vestido lindo, feito pela minha amiga... ele é branco com bolinhas, tomara-que-caia com uma faixa que passa na cintura... com certeza eu vou ficar linda. E a minha amiga a Kate fez o dela que é preto e super lindo.
Vestido de Lucy
Vestido de Kate

-Semana de prova é um saco. –disse para minha mãe. –ainda bem que amanhã eu faço a última prova.
-Que bom. –ela disse. –amanhã então podemos sair para comer fora. Sabe, para comemorar. Afinal você pode ir embora a qualquer hora para fazer a sua faculdade.
-Mãe... já te disse que não vou deixá-la sozinha. Aqui em Source tem muitos cursos bons.
-Mas, você tem que fazer a sua escolha. Ok? Decidir não o que é melhor para mim, mas para você. Porque como mãe eu apoio as suas escolhas, claro que as sensatas. –ela começou a rir.
-Você ta de brincadeira, não é? Senhora Amélia. –comecei a fazer cócegas nela.
Eu adorava a minha mãe, ela sempre foi tão brincalhona e amorosa... uma pessoa sem igual.
-Vou para o meu quarto. –falei.
-Isso mesmo, e não volte até saber a matéria de cor e salteado. –disse ela entre risada.
-Sabia que eu te amo muito? –beijei minha mãe no rosto. –não sei porque o papai te largou assim. Um mulher tão linda e encantadora. –sorri.
-Assim eu fico constrangida. –disse corando, mas parou e me encarou por alguns segundos tornando a expressão séria. –é melhor você ir estudar. –enquanto ela continuava a lavar a louça.
-OK.
Eu não gosto muito de estudar, mas isso é para a faculdade sabe. Preciso entrar em uma bem legal, de preferência uma aqui em Source que é bem pertinho da minha mãe.
Graças eu estou livre... quase de férias!!! Ainda tem umas aulinhas para marcar presença, mas agora posso me dedicar ao baile. Melhor me dedicar a achar um par para o baile. O Paul até parecia que ia me convidar, mas até agora não falou nada.
Ok.
Caramba, minha casa ta muito quieta. Onde será que a minha mãe foi? Ela já deveria ter voltado. Já ouvi a caixa eletrônica e nada. Talvez ela tenha saído para resolver algo urgente...
Tenho que ligar para a Kate, sabe preciso saber se ela já arrumou algum par.
-E ai, já sabe com quem vai ao baile? –perguntou assim que atendeu.
-Pra falar a verdade ainda não. – respondeu ela. –mas eu sei quem vai te convidar.
-Como assim sabe?
-Bom... digamos que ele me deu uma pista. –ouvi risadinhas... típicas das Kate.
-Fala, fala logo. –estou começando a ficar ansiosa.
-Não, ele me pediu sigilo.
-Como assim sigilo. É melhor você me contar Katherine.
-Não e não.
-Olha que eu apareço ai de surpresa e faço você me contar tudo.
-Tenho certeza que você vai gostar.
-Do que você.... –DIN-DON –aff, a campainha tocou aqui, depois eu te ligo.
-Tudo bem.
“Já vai”, gritei do meu quarto.
Corri logo para abrir a porta já que alguém tocava a campainha desesperadamente.
-Em que posso ajudar? –era um policial, olhei estranhamente já que não me recordo de algo tão grave ter acontecido.
-Senhoria Luccy Watson?
-Sim, sou eu.
-Preciso que me acompanhe. –ele me disse seriamente.
-O que houve? –perguntei.
-Não sabemos ao certo, precisamos de sua ajuda. –ele disse meio agitado. –creio que seja algo sobre a senhora Watson.
-Minha mãe? – ao ouvir isso fiquei pasma, não sabia o que pensar . –só vou pegar o meu casaco.
Ele apenas assentiu com a cabeça.
O policial me levou para a delegacia, onde me fizeram esperar pó algum tempo, até chegar o delegado. Mas quando finalmente falaram... não sei, acho que o meu coração quase parou de bater. Saber daquela forma que minha mãe havia sido atropelada... mas como assim? Isso não pode estar acontecendo.. não comigo, não hoje, logo agora que as coisas estavam começando a se encaixar, o baile, o trabalho da minha mãe, minha ida para a faculdade.... tudo estava encaminhando para um final feliz....
Mas... mas...
E como isso aconteceu? E pra onde eu vou? Não tenho parentes
Aquele foi o pior dia da minha vida, e saber que eu não podia fazer nada... tudo aconteceu tão rápido...
Já estava em minha casa, arrumando as coisas... ainda bem que a Kate e sua mãe foram passar algum tempo comigo. Derepente uma visita inesperada, a diretora do abrigo para menores, ela disse que eu seria despejada da casa em menos de uma semana, e pra onde eu iria... disse que por eu ser menor tinha que procurar algum adulto de fosse responsável por mim legalmente. Mas quem?
Ela disse que havia o meu pai. Mas eu nem sei onde ele está... o que ele faz... eu nem o reconheceria se passasse ao seu lado. Ela disse que esse era o único modo para que eu não fosse para o abrigo, mesmo estando prestes a fazer dezoito anos.
-Procuramos saber onde o seu pai se encontrava e, descobrimos que ele mora em Wigam. –tradução: ele mora em algum lugar do meio desse país que é desconhecido por toda a terra.
-Wigam?
-Sim.
-Mas...
-Senhorita Watson, você poderia facilitar as coisas. Acho melhor você ir morar com o seu pai a ficar por aqui e ir morar no abrigo.
-Eu concordo com a senhora Fawn. –disse a mãe da Kate.
-Mas é muito longe. –disse Kate.
-É um fim de mundo. –eu afirmei.
-É isso, ou você... bom sabe que aqui nessa casa você tem apenas mais alguns dias. Já informei ao seu pai de tudo, e ele disse que viria. Mesmo sem saber qual a sua decisão.
-Mas eu nem o conheço...
Dois dias depois e eu estava indo para um lugar chamado Wigam... não teve outro jeito senão isso...
Vou para um lugar estranho, conhecer pessoas estranhas. Durante a viagem trocamos poucas palavras, afinal eu não o conhecia apenas sabia que se chamava Michael. Ele foi bem simpático comigo, mas ainda assim... eu não tinha reação.
De repente entramos em um lugar onde só havia poeira... nenhum asfalto, quilômetros e quilômetros de terra, tinha uma vista muito bonita... mas parecia que estávamos no meio do nada.
-Onde você mora? –perguntei.
-Em uma fazenda. –ele olhou para mim e sorriu.
-Uma fazenda? –perguntei incrédula.
-Sim... onde criamos vacas, cavalos, galinhas.
-Não acredito nisso. Porque não me disse antes?
-Você não me perguntou querida.
-Quer dizer que agora eu estou indo para o meio do nada... –olhei em volta....
-Não está indo para o meio do nada. A fazenda fica muito próxima a Wigam.
-Ok. E nós já estamos chegando? –perguntei.
-Em menos de uma hora e estaremos lá. –ele finalizou.
Caramba, onde eu me meti. Eu to indo morar em uma fazenda... nunca esperei isso na minha vida, já que eu adoro a cidade e tudo o mais.
Assim que chegamos todos os funcionários do Michael estavam nos aguardando. O que foi estranho... sabe qual é o nome da fazenda dele? Watson. Fazenda Watson. Uau... não sabia que minha mãe continuou a usar seu nome de casada. Michael começou a me apresentar para todos os presentes: empregados e até para os animais. Mas o mais estranho foi quando entrei na casa.
-Essa é Jasmine –disse ele se referindo a uma mulher loira que estava sentada na sala e pelo jeito estava a nossa espera.
-Olá –disse ela esticando o mão para me cumprimentar.
-Oi –respondi me esforçando ao máximo para ser simpática.
-E esse é o pequeno Tobey. –disse ele me mostrando um menino que deveria ter por volta dos 5 anos.
-Olá Tobey. –disse.
-Bom, vou te apresentar o seu quarto –disse Michael. –deve estar cansada.
Apenas concordei com a cabeça, afinal uma das coisas que eu mais queria era parar e pensar sobre tudo o que estava acontecendo.
-Bom, é este é um dos quartos que achei mais apropriado para você. –ele disse tentando sorrir. –tem um banheiro ali e a vista do por-do-sol é muita bonita daqui.
-Ahn... obrigada. –disse.
-Aqui estão suas malas. Vou deixá-la a vontade para que arrume seu quarto como quiser.
-Ok.
Esse quarto é enorme... e só pra mim. Ou melhor essa suíte, e o banheiro então... é maior que o meu quarto
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